sexta-feira, 16 de abril de 2010

Curso de Formação de Lideranças - Instituto Liberdade 2010

O Instituto Liberdade lançou durante o último Fórum da Liberdade o seu Curso de Formação de Lideranças.

As vagas são limitadas e a inscrição pode ser feita na PROEX/PUCRS.






quinta-feira, 4 de março de 2010

Repost: CERC entrevista Vera Guasso

Atendendo a pedidos, estou repostando a entrevista feita por membros do CERC com a então candidata à Prefeitura de Porto Alegre pelo PSOL, Vera Guasso:









quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

I Seminário de Economia Austríaca


O Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB), estará realizando, em abril deste ano, o primeiro seminário brasileiro exclusivamente sobre a Escola Austríaca de Economia. Hélio Beltrão, fundador do IMB, esteve em Porto Alegre e palestrou no CERC no ano passado, quando explicou as origens da crise financeira de 2008 segundo as explicações dadas pelos economistas da Escola Austríaca.

Entre os palestrantes estarão alguns dos principais nomes da Escola Austríaca, como Lew Rockwell, Tom Woods e Walter Block. Block escreveu o marcante "Defendendo o Indefensável", que já foi estudado em um evento do CERC. Patri Friedman, criador do Seasteading Institute, também será um dos painelistas, trazendo um assunto bastante inovador ao seminário.

O evento será realizado em Porto Alegre nos dias 10, 11 e 12 de abril, anteriormente ao XXIII Fórum da Liberdade, que tem início no dia 12. As inscrições já começaram, através do site www.seminario-ea.com.br. Estudantes tem preços especiais, e a partir de março os preços serão majorados.

Não perca a oportunidade de participar de um evento único em Porto Alegre, com palestrantes que raramente vêm ao Brasil.

O quê: I Seminário de Economia Austríaca
Onde: Sheraton Porto Alegre, Porto Alegre - RS
Quando: 10 a 12 de abril de 2010
Custo:
Estudante/Pacote completo* - Evento completo (dias 11 e 12):R$ 150
Estudante/1º dia ou 2º dia* - Apenas um dia de evento (dias 11 ou 12): R$120
Não-estudante/Pacote completo - Evento completo (dias 11 e 12): R$ 300
Não-estudante/ 1º dia ou 2º dia - Um dia de evento (11 ou 12): R$ 250

Inscrições em: http://www.seminario-ea.com.br

sábado, 2 de janeiro de 2010

O resgate das áreas verdes urbanas através do empreendedorismo

Atualmente, há falta de áreas verdes de qualidade nos grandes centros urbanos. A explicação natural para isso é de que, por ser um bem de benefício público disperso, não há interesse de um indivíduo prover este bem, pois não se beneficiaria fazendo isso. As áreas verdes são delegadas, então, para o governo. Porém, o governo não é um bom administrador por definição, já que não segue processos meritocráticos e tem suas atitudes movidas por grupos de interesse que exercem pressão política aos administradores. A eleição destes administradores também é resultado de um processo falho: já que a influência do voto de um único eleitor é muito pequena, e o custo de pesquisar e saber qual o melhor político para se votar, este permanece ignorante aos políticos em que ele está votando. Será que não existe saída para o problema da falta de áreas verdes de qualidade?

Acredito em uma solução interessante e pouco explorada, através do mercado. Isto pode se dar de diversas formas:

1-Valorização de empreendimento: Tanto em áreas residenciais como comerciais, áreas de convivência arborizadas e com atratividade ambiental estão cada vez mais valorizadas pelo consumidor. Em Porto Alegre, grandes empreendimentos residenciais, como o Parque Germânia, da Goldzstein Cyrela, seguem este conceito, preservando mais área verde do que o legalmente solicitado. O recentemente inaugurado Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, também segue este conceito, mantendo diversas árvores já existentes no terreno e criando áreas de convivência ao ar livre sob elas.

2-Marketing não-convencional: Também já manifestado em Porto Alegre, o programa de adoção de praças segue este conceito. Embora o cidadão já tenha pago para a manutenção das áreas verdes através dos impostos, empresas privadas realizam a manutenção dos espaços verdes em troca de divulgação de sua marca nestas áreas. A campanha da Pepsi para a manutenção dos equipamentos na orla do Guaíba também usa esta idéia. Não há discussão que as áreas mantidas neste programa superam a manutenção pública

3-Pesquisa científica: O Nature Conservacy, entidade americana de pesquisa na área ambiental, compra grandes áreas verdes e as preserva para permitir o estudo científico do ambiente natural. A sua lógica é bastante diferente dos grupos ambientalistas comuns que exercem pressão política para aumentar os gastos governamentais com políticas “verdes”, impondo seus valores sobre os demais cidadãos.

4-Qualidade Espacial: o estudo de paisagismo e arquitetura poderia contribuir muito para praças de grande qualidade que eventualmente podem ter entrada paga. Regionalmente isto já acontece com reservas verdes em áreas mais afastadas, principalmente nos arredores de Porto Alegre, onde a terra é mais barata, e na Serra Gaúcha, onde há grande riqueza e diversidade ambiental. Em escalas urbanas menores, isto ocorre em Porto Alegre na Praça Província de Shiga, em Porto Alegre, apesar de ser mantida também pelo consulado japonês. Para grande maioria das pessoas, a vivência em áreas verdes aumentam sua qualidade de vida, e estão dispostas a pagar de forma direta para este benefício, e não através de impostos que terminam em uma administração governamental ineficiente.

5-Loja: A forma menos convenvional seria a área verde “à venda”, que é o caso de grandes floriculturas, como a Floricultura Ursula, em Nova Petrópolis. Estes espaços são integrados, muitas vezes, com áreas de convivência para os clientes. Acredito que estas floriculturas poderiam estudar o potencial de aumento de vendas na criação de mais espaços de convivência para os clientes, utilizando a qualidade do seu produto como uma forma de atração do consumidor.

As áreas verdes realizadas através do mercado também buscariam maior eficiência na localização e na manutenção destas áreas de acordo com a demanda. O que vemos hoje, muitas vezes, são parques muito grandes em áreas de baixa densidade e pouco uso e parques muito mal cuidados e degradados em áreas nobres, centrais e de alta densidade, como é o caso da praça pública do DMAE, em Porto Alegre, esquina da Rua Hilário Ribeiro com a Rua Santo Inácio.

As alternativas acima podem parecer, à primeira vista, não muito eficazes. Porém, nenhuma das alternativas citada acima é manifestada, atualmente, na sua totalidade. Um motivo seria o gasto já feito pelo consumidor para áreas verdes na forma de impostos, e o segundo seria a falta de direito de propriedade completo sobre áreas verdes: árvores nativas não podem ser consideradas propriedade devido às restrições do proprietário. Outro motivo são as incertezas quanto à invasão, desapropriação ou restrição ambiental de áreas verdes no Brasil. Um caso publicado recentemente no jornal Zero Hora foi de um empresário gaúcho que conseguiu preservar, apesar dos riscos, uma grande área verde durante mais de 20 anos, com o intuito bem intencionado de um empreendedor ecológico. Esta área sofreu tanta regulamentação ambiental que ela perdeu o valor de mercado, não podendo ser executado nenhum empreendimento que pudesse valorizar aquela área.

Poucos, como o Property and Environment Reseach Center (http://www.perc.org/), difundem a idéia do empreendedorismo ambiental, apesar da qualidade do seu resultado. O mercado é a única solução eficiente e não-coercitiva para a preservação e valorização dos espaços verdes, porém esta idéia ainda não foi assimilada por maioria dos grupos ambientalistas.


Artigo publicado no site da Fundação Libertarianismo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Material dos encontros

Nesta quarta-feira (14/10), o Prof. Dr. Roberto Camps Morais falou aos membros do Círculo de Estudos Roberto Campos sobre contribuições do economista Milton Friedman à Ciência Econômica e sua influência em políticas públicas levadas a cabo naquele país e em outros pelo mundo.

A apresentação do Professor pode ser consultada em pdf aqui.


Também lembramos o convite para nosso próximo encontro, onde o tema do debate será Planejamento Urbano.
Como sempre, será na quarta-feira, na sala 4 da Faculdade de Direito da UFRGS.

Como leitura prévia para este encontro, sugerimos a leitura do blog The Antiplanner.

Compareça!

sábado, 17 de outubro de 2009

"Economia do Indivíduo - O Legado da Escola Austríaca"

O Instituto Ludwig Von Mises Brasil (IMB) acaba de lançar o livro "Economia do Indivíduo - O Legado da Escola Austríaca", de Rodrigo Constantino.

O livro apresenta de forma simples e resumida as idéias dos principais economistas da Escola Austríaca de Economia, de Karl Menger a Walter Block, passando por pelo próprio mestre Ludwig Von Mises, Friedrich Hayek, vencedor do Nobel de economia, libertários como Murray Rothbard e outros.

De acordo com o IMB, "O livro é uma apologia à liberdade e às escolhas individuais. Os temas abordados são bastantes amplos e abrangem tanto a teoria econômica quanto assuntos atuais que afetam a todos, como a atual crise financeira. Em resumo, a obra mostra como as interferências estatais têm causado prejuízos, ciclos econômicos e prejudicado o crescimento real da economia e a poupança individual de cada pessoa."

O lançamento do livro em Porto Alegre se dará no StudioClio (José do Patrocínio, 698), dia 4 de novembro às 19h, com a presença do autor, de acordo com o convite que divulgamos abaixo:


Quem já tiver interesse de comprar o livro, ele está disponível via internet, pelo site do IMB, clicando aqui.

sábado, 10 de outubro de 2009

Mudança no calendário: professor convidado

Atenção para mudança no calendário para o próximo encontro (14/10): o economista e professor da UNISINOS Roberto Camps Morais apresentará o tema "O Pensamento Econômico e Político de Milton Friedman". O trabalho de Milton Friedman já foi de grande discussão dentro do CERC, principalmente sobre o livro Liberdade de Escolher, um bestseller publicado junto com sua esposa, também economista, Rose Friedman. O trabalho de Friedman influenciou uma geração de economistas e políticas públicas baseadas no livre-mercado e na não-intervenção do Estado na economia. Seu trabalho em economia monetário lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia em 1976.

Mesmo horário e local: 11h30min, sala 04, Faculdade de Direito da UFRGS. Compareça!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Projeto Liberdade na Estrada - na UFRGS dia 05/10

A academia brasileira está prestes a testemunhar uma empreitada intelectual inédita no país. De Porto Alegre a Fortaleza, um grupo de jovens intelectuais percorrerá 16 cidades durante três semanas de outubro com um propósito: apresentar aos estudantes brasileiros as idéias fundamentais de liberdade individual que unem pensadores como José Bonifácio e Joaquim Nabuco a Ludwig von Mises e Friedrich Hayek.

O projeto consiste na realização de seminários com cinco conferências versando sobre temas ancorados na idéia de liberdade: sociedade, justiça, economia, política e cultura. O objetivo desta iniciativa é promover o debate entre diferentes correntes filosóficas para que a Universidade, com U maiúsculo, esteja livre das ortodoxias do pensamento e avance com a universalidade do conhecimento.



E a primeira parada do tour se dará em Porto Alegre, na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (Av. João Pessoa, 52, Centro). Dia 05/10, das 8h30min às 12h. Maiores informações em www.liberdadenaestrada.com.


Realização: OrdemLivre.org

Apoio: Instituto Liberdade e Círculo de Estudos Roberto Campos (CERC)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

VII PRÊMIO DONALD STEWART JR.


O VII PRÊMIO DONALD STEWART JR. – 2010 irá selecionar os três melhores ensaios sobre o tema “Populismo, Democracia e Liberdade”.

A realização é uma iniciativa do Instituto Liberal com o apoio da Foundation for Economic Freedom (FEE), do Instituto Millenium e do OrdemLivre.org.

O prêmio é válido para jovens de até 26 (vinte e seis) anos completos, matriculados em Cursos Universitários ou Superiores, com premiação de 3 bolsas de estudo na FEE em Nova Iorque.

O CERC chama grande atenção para o tema, principalmente cenário latino-americano, onde o totalitarismo de Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Corrêa e seus atentados contra a democracia e à liberdade ainda causam euforia a grande parte dos jovens estudantes.

Para maiores informações, clique aqui.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Para que serve o Estado? Encontro do dia 09 de setembro

O CERC, com muita satisfação, recebe novos membros, com novas idéias para oxigenar e arejar os pensamentos do grupo.

Nesta reunião, o expositor foi o Fábio Ostermann.
Tratou-se do tema do "tamanho do Estado" e sua relação com o graude liberdade individual do cidadão e de prosperidade da própria sociedade. Fábio utilizou-se de um gráfico, para didaticamente representar o decréscimo de liberdade à medida que o Estado de torna "maior", mais interventor, mais regulador das atividades econômicas e limitador das escolhas individuais.
O gráfico possui três pontos de análise: Estado máximo (socialismo ou qualquer outra espécie de totalitarismo); Estado Social (social-democracia); Estado Liberal.

A abordagem sobre a impossibilidade do socialismo nos trouxe uns apontamentos iniciais básicos sobre os limites materiais do Estado; ou seja, a latente impossibilidade que tem o Poder Público de regular a economia de modo a satisfazer as necessidades do indivíduo. A consequência de um "Estado Máximo" é o totalitarismo, é o controle econômico ineficaz, que gera - entre outros problemas - a escassez. A limitação ferrenha de liberdade afeta o indivíduo de maneira abrupta, uma vez que a propriedade - entendida em sentido amplo - torna-se coletiva.

A discussão centrou-se mais no Estado-Social, até porque é o estágio atual e, em tese, tende a ser retoricamente utilizado como o ideal, como o modelo estatal garantidor da igualdade e da liberdade. Na prática, vê-se que não é assim e que, como aduziu nosso expositor, esse tipo de Estado é um óbice ao desenvolvimento de países em crescimento, como é o caso do Brasil. Nesse sentido, questionou-se acerca do motivo do Brasil ser a eterna promessa. Os debatedores acrescentaram vários fatores: tempo exacerbado para abrir e fechar negócios; leis trabalhistas muito reguladoras; ineficiência do judiciário; alta carga tributária.

Anthony ponderou acerca do problema cultural gerado em países social-democratas com desenvolvimento social "pleno". O caráter passivo e acomodado dos cidadãos nessas comunidades políticas, nas quais os indivíduos têm relação de dependência com o Estado. Nos países nórdicos, por exemplo, a prosperidade e a liberdade econômica são altos, mas a sociedade está estagnando-se em termos de produção, em razão de um Estado altamente provedor.

Ao fim, grupo debateu bastante as questões abordadas e o questionamento central acaba sendo: num país com tantas garantias constitucionais, como o Brasil, como garantir o principal? Em síntese, como um país em desenvolvimento pode se converter em país desenvolvido se tem - com recursos escassos - que prover as necessidades sociais (e são muitas!) previstas constitucionalmente? O Estado, que a tudo tutela e intervém, acaba não sendo efetivo no que seria sua função primordial: a garantia da segurança, da administração eficaz da justiça e do direito à propriedade.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

CERC 2009/2

O CERC, Círculo de Estudos Roberto Campos, convida a todos para o
reinício de suas atividades no segundo semestre de 2009, no dia 09/09.

O CERC é um fórum permanente de debates e troca de conhecimento jurídico, político e econômico através de uma abordagem interdisciplinar. O grupo é formado por estudantes de diversos cursos que compartilham uma série de valores, como liberdade individual, propriedade privada, democracia e direitos humanos. O CERC prima pela diversidade, sendo aberto à divergência e ao debate de idéias.

As reuniões ocorrem semanalmente às quartas-feiras, sempre às 11h30min
na Sala 02 da Faculdade de Direito da UFRGS.
Calendário de atividades na barra ao lado direito.

Maiores informações:
fmostermann at gmail.com
anthonyling at gmail.com

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bolsa Instituto Ling

O Instituto Ling está selecionando jovens para participarem do Global Competitiveness Leadership Program, que terá lugar na Universidade de Georgetown, em Washington D.C., de janeiro a abril de 2010. Este programa é destinado a jovens latino americanos e visa desenvolver a liderança e promover a competitividade na América Latina. Os selecionados serão beneficiários de uma bolsa de estudos integral, que cobrirá despesas de transporte aéreo para a capital norte-americana, estadia e matrícula no curso.

Para maiores informações, acesse www.institutoling.org.br.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Encontro 10 de junho


No encontro de hoje tivemos a enorme oportunidade de ter como nosso palestrante Hélio Beltrão, fundador do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.

O tema da palestra foi "A Crise do Crédito: Suas Origens e Desdobramentos".

Como origens, Hélio nos explicou como a bolha de crédito foi criada a partir da injeção de dinheiro na economia pelo FED, a garantia de salvamento de bancos que quebrassem e a política das government sponsored enterprises Freddie Mac & Fannie Mae, anulando o risco para empréstimos para habitação, entre outros fatores. Isso criou incentivos para que os bancos concedessem empréstimos mais arriscados e criassem pacotes de hipotecas podres que recebiam rating AAA, dado por empresas de rating que também agiam sob estes incentivos desvirtuados.

A então proposta de aumento da regulamentação dos bancos por uma atitude supostamente "irresponsável e gananciosa" é perigosa, pois não leva em consideração o fato de que o próprio banco central americano foi um dos principais responsáveis pela crise.

Alguns dos principais possíveis desdobramentos previstos pelo Hélio estão a perda de crédito dos títulos do tesouro americano, provocado pela inflação destes para cobrir o déficit público. Quanto ao Brasil, seria um bom momento para aproveitar, como não foi tão afetado pela crise quanto à outros países e os juros, apesar de ainda altos, nunca estiveram tão baixos.

O CERC deixa para download a apresentação em powerpoint apresentada junto com a gravação da palestra, para que quem perdeu possa ter acesso à informação.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Encontro 3 de junho

Presentes: Bruno Becker, Pamela Espinosa, Anthony Ling, Júlio Frota, Bruno Lauda, Eduardo Danelon, Tales Dominot, Joana Zanon, Marcos Iolovitch, Luiza Leão e Pedro Moreira (via Skype), Marcelo

O Júlio nos apresentou hoje o livro, ou o início do livro, "Defending the Undefendable: The pimp, prostitute, scab, slumlord, libeler, moneylender and other scapegoats in the rogue's gallery of American society", do Walter Block.

Na falta de um assunto definido para a apresentação de hoje, o tema não poderia ser mais interessante (e divertido). No livro, o autor sai em defesa de atividades consideradas ilícitas ou imorais, mostrando como elas são resultantes de acordos mútuos entre indivíduos e, na realidade, benéficas para a sociedade como um todo.

No resumo deste evento trataremos de assuntos moralmente ofensivos para alguns leitores, que podem optar por não o ler.

Block parte do princípio de que não é papel do estado interferir na esfera moral do indivíduo. Assim, ele vê a prostituição, por exemplo, como algo benéfico para a sociedade, onde há uma troca mutualmente benéfica entre indivíduos adultos, que não deve ser marginalizada ou criminalizada, pois acarretaria na diminuição do bem-estar geral da população.

O cafetão, por sua vez, não está explorando a prostituta, pois, outra vez, estabelece um contrato benéfico tanto para ele quanto para a prostituta. Tempo para achar clientes é poupado para ambos, e o cafetão estabelece um certo "padrão de qualidade" de suas prostitutas.

A violência que associamos à estas profissões não está instrinsicamente ligada à ela: é a marginalização dela que a torna perigosa. O autor ainda julga a profissão do cafetão como mais honrosa que as demais pelo fato de não se beneficiar de nenhum subsídio ou barreira de entrada imposta pelo governo.

Também tratamos do tema do traficante de drogas e do usuário de drogas. A proibição das drogas gera um custo muito alto para ela. A heroína, droga analisada pelo autor, teria um custo extremamente baixo (comparado com milho e batatas) sem considerar o custo da proibição. A grande utilidade dos traficantes seria de manter este preço baixo.

Block, seguindo seu princípio básico, defende que não devemos seguir a idéia de proibir os indivíduos (usuários) a encolher sua expectativa de vida pelo uso de drogas por livre espontânea vontade, assim como não podemos proibi-los de tomar qualquer tipo de risco à sua vida (como praticar esportes radicais, por exemplos).

O debate seguiu no caminho da manutenção da ordem social contra os valores morais de liberdade individual. Alguns acreditam que o custo social do uso de drogas, por exemplo, é demasiado grande para ser legalizado, por isso deve ser mantida a ordem através de medidas governamentais. Também argumentam que, no caso da heroína, a droga pode tornar a pessoa agressiva e fazê-la agir contra a liberdade de terceiros, como no caso do motorista sob efeito alcólico.

Porém, outros argumentam que o custo social da proibição das drogas, como no caso brasileiro, é muito maior do que se legalizada, usando como exemplo básico a guerra do tráfico e o domínio das favelas por máfias no Rio de Janeiro. Também argumentam, assim como o autor, que cabe ao indivíduo decidir quais os riscos que ele irá tomar, seja isso prejudicial à ele ou não. O pressuposto que deve existir uma ordem superior governamental que controla a vida dos indivíduos, pois eles não são totalmente racionais e não sabem tomar as decisões "corretas" acaba sendo incoerente pelo próprio fato de o governo ser gerido, também, por indivíduos irracionais. Este princípio também abre caminho para regimes autoritários ditatoriais, alguns extremos como a Alemanha nazista, de Hitler, outros nem tanto porém mascarados, como a Bolívia de Evo Morales.

No encontro da semana que vem teremos uma palestra especial do Hélio Beltrão, do Instituto Ludwig Von Mises Brasil. Hélio apresentará uma análise sobre a crise econômica atual do ponto de vista da Escola Austríaca, chamada "A crise do crédito, suas origens e desdobramentos"

Encontro 27 de maio

Presentes: Fábio, Anthony, Rafael, Júlio, Bruno Becker, Luiza, Eduardo Danelon

Em um hiato de seus estudos na Universidade de Georgetown, no Global Competitiveness Leadership Program, Fábio Ostermann nos apresentou hoje o tema "Administração Obama: Fatos e Perspectivas", ressaltando pontos positivos e negativos, em sua opinião, da atuação do atual presidente americano.

São eles:

Pontos Negativos:

- Bailout: pode chegar a U$13 trilhões.
- Intervenção em empresas sem precedentes nos EUA: caso da GM, que já tinha problemas administrativos há muitos anos.
- Plano de obras públicas para sair da crise: medida keynesiana que diminui a eficácia de investimento dos recursos (levando o princípio ao extremo, imagine planejar cavar e tapar buracos para "gerar empregos").
- Ampliação do Welfare State: Programas assistenciais e sistema universal de saúde pública.
- Aumento de impostos e impressão de dinheiro: necessário para sustentar o aumento dos gastos.
- Não-priorização aos Tratados de Livre Comércio: A volta à política do "Buy American" para retomada da economia interna, sendo muito ruim, principalmente, para países latinoamericanos.

Pontos Positivos:
- Relação com Cuba: Direcionamento para fim do embargo e fechamendo da prisão da baía de Guantanamo.
- Drogas: Sendo ele mesmo, abertamente, um ex-usuário de maconha e já tendo experimentado outras drogas consideradas ilícitas, o presidente tende a aumentar a liberdade sobre o uso de drogas, principalmente de forma medicial, e delegar este poder de decisão para os estados.

No fim do evento, o Fábio distribuiu alguns "brindes" que ele juntou durante seu período em Washington. Apesar de partir logo depois, o Fábio volta no fim do semestre a participar regularmente das reuniões do CERC.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Encontro 20 de maio

Presentes: Luiza, Júlio, Bruno, Anthony, Joana, Pamela, Tales, Pedro

O evento de hoje foi sobre o livro "As Seis Lições", de Ludwig Von Mises, apresentado pela Pamela.

O livro é resultado de palestras dadas pelo autor na Argentina em 1958, transcritas em um livro que discute conceitos que podem parecer complexos (as seis lições são: capitalismo, socialismo, intervencionismo, inflação, investimento estrangeiro, política e idéias) de uma maneira simples e compreensível. Muitos dos conceitos tratados nele já foram temas de debate central dos encontros do CERC, tornando-o leitura altamente recomendanda aos participantes.

No evento de hoje, o grupo deu maior enfoque ao capítulo sobre Intervencionismo, tendo como temas premilinares os dois primeiros capítulos sobre Capitalismo e Socialismo. Abaixo temos um resumo destes e do que foi discutido.

Capitalismo: O autor inicia o livro quebrando o mito da miséria e desigualdade social criada pelo sistema capitalista: antes de seu advento, o status social do homem permanecia intalterado durante toda sua vida, e 90% da população trabalhava no campo em extrema miséria. Ele apresenta exemplos sobre o conceito de que "O desenvolvimento do capitalismo consiste em que cada homem tem do direito de servir melhor e mais barato o seu cliente.". O capítulo termina dizendo que Marx errou, e que foi o capitalismo o responsável pela melhoria no padrão de vida das pessoas nos últimos 100 anos. "Quanto mais se eleva o capital investido por indivíduo, mais próspero se torna o país."

Socialismo: Sobre socialismo, Mises fala sobre a liberdade na sociedade, e sobre a falta dela em um sistema socialista. Mises enfatiza o fato de que seres humanos são imperfeitos, e que idéia de que o governo pode impedir as imperfeições dos humanos é falsa, pois ele mesmo é formado por humanos. Os homens são diferentes, e tem capacidades diferentes, e não deve caber ao Estado julgar qual o ofício de cada um ou que vantagens ou subsídios eles terão. A própria sociedade, ou consumidores, farão esse julgamento de forma mais eficiente. Nas suas palavras: "Liberdade na sociedade significa que um homem depende tanto dos demais como estes dependem dele.".

Intervencionismo: Nele, Mises segue o conceito básico de que o "melhor governo é aquele que menos governa", e de que o governo é muito útil para determinados fins, mas não para outros. Ele nega a atual existência de um mercado livre, chamando-o de, na verdade, uma "economia mista", onde o estado exerce o papel de gestor em alguns campos da economia. Ele também nega a possibilidade da existência de um terceiro sistema, que sendo equidistante do capitalismo e do socialismo, conservaria as vantagens e evitaria as desvantagens de um e de outro. O autor considera a produção de segurança como única função legítima do governo, e que todas as outras tem por objetivo restringir a supremacia dos consumidores.

O debate, mais uma vez, se dirigiu à qual seria o nível ideal de intervenção estatal na sociedade. Idéias contrárias à do autor sugerem que o Estado precisa corrigir as irregularidades do mercado, como controle de cartéis ou prover condições básicas para a vida humana em casos de extrema desigualdade econômica. Porém, defensores de Mises argumentam que o que leva ao cartel é a própria intervenção governamental, na medida em que ele isola o mercado interno, elevando o preço da mercadoria, possibilitando a formação de cartéis pelos produtores nacionais. Ainda argumentam que o cartel sempre será quebrado a longo prazo, pela entrada de novos concorrentes mais eficientes dipostos a enfrentá-lo ou da busca por meios alternativos pelos consumidores. Já para casos de extrema desigualdade, argumentam que seria mais sensato os 90% do topo da escala social decidir quanto será dado aos 10% de baixo, livremente, via atos de caridade, do que 80% do meio decidir, via coerção, quanto será dado dos 10% de cima aos 10% de baixo. Também argumentam que estes pressupostos de "correção" do sistema são sempre os argumentos mais fortes para o estabelecimento de regimes socialistas autoritários.

O livro pode ser visto, na íntegra, pelo próprio site do Ludwig Von Mises Institute, pelo link: http://www.mises.org/etexts/ecopol.asp

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Palestra com Hélio Beltrão no CERC


Dia 10 de junho o CERC terá o prazer de receber Hélio Beltrão, criador do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.

O instituto, como diz no seu site, "é uma associação voltada à produção e à disseminação de estudos econômicos e de ciências sociais que promovam os princípios de livre mercado e de uma sociedade livre".

Hélio apresentará uma análise sobre a crise econômica atual do ponto de vista da Escola Austríaca, chamada "A crise do crédito, suas origens e desdobramentos"

Como todos eventos do CERC, será aberto para o público, às 11:30 na Faculdade de Direito da UFRGS.

Convidamos todos para esta palestra imperdível!

domingo, 24 de maio de 2009

25/05 - Dia da Liberdade de Impostos

Hoje comemoramos o Dia da Liberdade de Impostos.

Isso significa que, de acordo com a carga tributária brasileira atual, trabalhamos até o dia de hoje apenas para pagar os tributos governamentais.

Para conscientizar a população sobre a alta quantidade de impostos, taxas, contribuições, etc. que todos brasileiros pagam, direta ou indiretamente, o Instituto Millenium em parceria com o Ordem Livre, a população poderá adiquirir gasolina sem o preço dos tributos, que será pago pelas entidades organizadoras.

Parte de um esforço nacional, o evento será realizado em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Para Diogo Costa, coordenador geral do OrdemLivre.org, a redução dos impostos está intimamente ligada à diminuição da pobreza. “Nenhum país conseguiu se desenvolver por meio da tributação excessiva”, afirma. “Quem gasta o dinheiro dos outros, gasta mal e irresponsavelmente. Se queremos um Brasil mais próspero, um dos primeiros passos é garantir que a renda das famílias brasileiras não seja tomada de suas mãos pelos impostos do governo. É mais do que uma questão de economia. É uma questão de justiça”.

No Rio de Janeiro, a venda de gasolina será subsidiada no Posto Repsol (em frente ao Canecão), que fica na Rua Gen. Goes Monteiro, 195, Botafogo. Em lugar dos R$ 2,54 por litro/gasolina normalmente cobrado, os consumidores pagarão o valor de R$ 1.27 por litro, que é quanto a gasolina custaria se não incidissem tributos como a CIDE, PINS, Cofins e ICMS.

As vendas serão limitadas a 20 litros de gasolina por veículo. As senhas para abastecer com desconto serão distribuídas a partir das 10h e a venda se inicia às 11h. Somente os consumidores que tiverem a senha poderão abastecer com desconto e, após encerrada a cota de 4.000 litros, a ação será encerrada. Será aceito somente pagamento em dinheiro. A diferença no preço do combustível será paga pelas entidades organizadoras.


Serviço – Dia da Liberdade de Impostos Rio de Janeiro.
Data: 25 de maio de 2009.
Local: Posto Repsol (Canecão)
Endereço: Rua Gen. Goes Monteiro, 195, Botafogo
Horário: Distribuição de senhas a partir das 10h. Abastecimento após às 11h.
Valor da Gasolina: R$ 1,27 litro/gasolina (valor original: R$ 2,54 litro/gasolina)
Pagamento: Apenas dinheiro.

Demais locais onde será realizado o Dia da Liberdade de Impostos:
Belo Horizonte: Posto Albatroz (Esso) - Av. Afonso Pena, esquina com a Av. Brasil – Pç. Tiradentes
Porto Alegre: Firenze Combustíveis – Rua Santana, 345
São Paulo: Posto Centro Automotivo Portal das Perdizes (Ipiranga): Av. Sumaré, esquina com a rua Dr. Franco da Rocha.

Sobre o Instituto Millenium (www.imil.org.br) – é uma entidade sem fins lucrativos, sem vinculação político-partidária, que promove a Democracia, a Economia de Mercado, o Estado de Direito e a Liberdade. Entre as suas atividades, o Instituto Millenium realiza campanhas de conscientização, colaborando para ter melhores cidadãos, com valores claros e sólidos.

Sobre o OrdemLivre.org – é um projeto da Atlas Economic Research Foundation em cooperação com o Cato Institute. Fundado sobre os princípios de liberdade individual, mercado livre, paz e governo limitado, OrdemLivre.org promove uma ordem econômica eficiente e uma filosofia política moral e inspiradora por meio de publicações e eventos sobre temas relevantes para o desenvolvimento político, cultural e econômico dos países de língua portuguesa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

2° Colóquio Instituto Millenium


O Instituto Millenium tem a honra de convidar para seu 2º colóquio "EFEITOS DO NOVO PANORAMA MUNDIAL SOBRE OS VALORES DA DEMOCRACIA, DA ECONOMIA DE MERCADO E DA LIBERDADE”



Dia 29 de Maio de 2009 das 14h às 19h no Hotel Marina Palace - Leblon - Rio de Janeiro

1º. Painel: “O futuro do G20 como estrutura de governança do mundo.” - Participantes: Amaury de Souza, Eduardo Viola e Gustavo Franco
2º Painel: “As ideias dominantes no Ocidente sobre a ordem econômica, social e política mudaram com a crise de 2008?” - Participantes: Bolívar Lamounier, Demétrio Magnoli, Modesto Carvalhosa e Paulo Guedes
Mediador: Luis Erlanger

Informações: (21) 2220.4466 ou secretaria@institutomillenium.org
Vagas limitadas
Inscrição: R$ 500,00
Obs: Fundadores, Curadores, Conselheiros, Especialistas e Associados são isentos.